Novo guia orienta mudança no rastreamento do câncer de colo do útero: teste molecular deve substituir papanicolau

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Redação

Publicado em

18/01/2026

A Fundação do Câncer lançou uma versão atualizada de seu guia prático sobre o rastreamento do câncer de colo do útero.

A principal mudança é a substituição gradual do exame Papanicolau pelo teste molecular de DNA-HPV no sistema público de saúde brasileiro.

Esta nova metodologia oferece maior precisão ao detectar diretamente a presença do vírus, permitindo que o intervalo entre os rastreamentos de rotina seja ampliado de três para cinco anos.

Isso porque, enquanto o Papanicolau identifica alterações nas células que já foram causadas pelo vírus, o exame molecular detecta a presença da infecção pelo HPV oncogênico antes mesmo de as lesões surgirem.

O teste molecular é automatizado e reduz a subjetividade do fator humano, oferecendo uma segurança de 99% no resultado. Portanto, se o teste for negativo, a garantia de que a mulher não desenvolverá lesões precursoras de câncer nos próximos cinco anos é altíssima.

O público alvo do rastreamento continua sendo mulheres 25 e 64 anos. Além disso, o guia também reforça a importância da vacinação contra o HPV e do tratamento imediato de lesões detectadas.

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