Mais de 300 mil brasileiros com 60 anos ou mais vivem com algum grau de autismo

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Redação

Publicado em

05/01/2026

Cerca de 306 mil brasileiros com 60 anos ou mais vivem com algum grau de Transtorno do Espectro Autista, o TEA.

É o que aponta pesquisa realizada por integrantes do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da PUC do Paraná, com base em dados do Censo de 2022, do IBGE.

De acordo com os números, a prevalência de TEA na população idosa é de 0,86% - o que significa, pra compreensão ficar mais fácil, 86 casos a cada 10.000 pessoas, com 60 anos ou mais, sendo o diagnóstico um pouco maior entre homens do que entre mulheres.

Embora o espectro autista seja geralmente identificado na infância, a condição acompanha a pessoa por toda a vida — e, na velhice, ainda é pouco reconhecida.

A falta de diagnóstico e de acesso a terapias adequadas dificulta o cuidado com essa população, que tende a apresentar mais comorbidades, como ansiedade, depressão, doenças cardiovasculares e risco de declínio cognitivo.

Segundo aos pesquisadores, identificar o TEA em idosos é um desafio, já que muitos sinais podem ser confundidos com envelhecimento, depressão ou demência.

Ainda assim, quando o diagnóstico chega, costuma trazer alívio, por ajudar o idoso a entender melhor suas dificuldades e sua própria trajetória.

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