Anvisa e Polícia Federal alertam sobre riscos de canetas emagrecedoras irregulares

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Redação

Publicado em

07/05/2026

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Polícia Federal divulgaram, (6), uma nota técnica conjunta sobre os riscos sanitários e crimes relacionados às chamadas “canetas emagrecedoras”.

O documento orienta a atuação integrada do Estado no combate à produção, importação e comercialização irregular de medicamentos agonistas do receptor GLP-1.

Segundo a Anvisa, os produtos apreendidos serão analisados para identificar quais substâncias estão presentes nas formulações irregulares.

A iniciativa também fortalece investigações conduzidas pela Polícia Federal. O objetivo é interromper cadeias ilícitas organizadas, muitas vezes com atuação interestadual e uso de plataformas digitais.

Entre as principais irregularidades identificadas estão o contrabando de medicamentos sem registro no Brasil e a manipulação em condições inadequadas.

Esses fatores aumentam o risco de contaminação, perda de eficácia e ausência de controle de qualidade. Além disso, o comércio desses produtos é considerado crime pelo Código Penal.

Dados da Anvisa apontam crescimento significativo de efeitos adversos relacionados ao uso desses medicamentos.

Entre 2018 e 2026, foram registradas quase 3 mil notificações. Quase metade dos casos ocorreu apenas em 2025.

A ação conjunta busca proteger a saúde da população e garantir maior controle sobre medicamentos comercializados no país.

Anvisa/PRF

 

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