Novas diretrizes médicas restringem o uso de hormônios da tireoide durante a gravidez
Publicado em
31/08/2026
Sociedades médicas brasileiras atualizaram as orientações para diagnóstico, tratamento e cuidados quando constatadas alterações na tireoide da mulher gestante.
As novas orientações, anunciadas pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia têm como base a diretriz publicada pela Associação Americana da Tireoide.
A principal mudança determina que grávidas com funcionamento normal da glândula e exames positivos apenas para anticorpos da tireoide não devem mais receber medicamentos hormonais preventivos, pois estudos comprovaram que a medicação não reduz os riscos de aborto ou parto prematuro.
Outra mudança importante afeta o tratamento do hipotireoidismo leve, que agora terá o início das medicações focado nas primeiras doze semanas de gravidez, período decisivo para o desenvolvimento inicial do feto.
Mas, diferente da diretriz internacional, o Brasil optou por manter a orientação pelo rastreamento precoce de todas as gestantes no início do pré-natal para identificar com precisão quem realmente necessita de acompanhamento.
A associação americana, por sua vez, sugere um rastreamento seletivo para problemas na tireoide apenas em mulheres que tenham fatores de risco.
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